NADA PODE!? NEM UMA PALMADINHA…?
Escrito por Padre Valderi Seg, 09 de Agosto de 2010 00:00
O questionamento se refere à badalada lei que proíbe bater em criança. Como a Igreja vê o assunto? Sobre ele escreveu agora o bispo de Uberaba, Dom Aloísio Roque, assim:
“Não há muito a discutir. Os primeiros educadores dos filhos são os próprios pais. O Estado entra em cena muito depois. Os benefícios que o poder público traz coordenando as atividades escolares, e impondo limites aos desvios de conduta dentro do lar, são reconhecidos pela família. Os pais, de fato e de direito, são os primeiros que devem inibir comportamentos anti-sociais de crianças e de adolescentes. “Corrige teu filho, que ele te deixará tranqüilo e te trará alegrias” (Prov 29, 17). Está suposto que tal correção nasça do amor pelos filhos. Mas isso de impor retificações de comportamento deve ser o momento 2. O momento 1 deve ser a formação preventiva, que ensina as maneiras certas de agir e de reagir. Fico surpreso de o poder público querer proibir a palmada. Se dissesse que é proibido torturar, humilhar, machucar, envergonhar os filhos, então estamos de acordo. Embora o próprio governo dê as suas palmadas. Ele multa, põe na cadeia, aciona inquéritos…Os romanos diziam: “De minimis non curat Praetor” ( O magistrado não se imiscua em pormenores).”.
“A grande força da educação é usar o método preventivo, como fazia esse grande educador chamado Dom Bosco. Então o castigo se reduz a proporções mínimas. Na boca do povo corre este ditado: “é melhor prevenir do que remediar”. Alguém pode me apresentar educação preventiva melhor do que passar princípios religiosos à nova geração? Aqui estamos encontrando lacunas insuspeitáveis. Muitas famílias, dando uma de espíritos abertos e de moderninhos, nada querem ensinar na área religiosa, alegando que assim o filho poderá, mais tarde, escolher por conta própria a sua religião. É uma contradição. Os pais obrigam os filhos a se vacinar, obrigam ir à escola, exigem que comam só o que faz bem à saúde. Por que não haveriam de ensinar que Jesus é o grande Mestre da vida, que o Pai do céu ama a todos os seus filhos e filhas, e por isso não podemos fazer o mal a ninguém? Esse é o grande segredo, esquecido nestes tempos de progresso retumbante, mas unilateral. “Dizei-lhes todas essas coisas. Exortai-os com toda a autoridade. (Tt 2, 15)”, ensinou-nos São Paulo.”.
(das Agências ).
PASCOM DEBATE NOVAS TECNOLOGIAS DA COMUNICAÇÃO
“Para fazer uma boa Pastoral da Comunicação não basta a tecnologia, mas, também sermos cristãos”. Com estas palavras, o arcebispo do Rio de Janeiro e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura, Educação e Comunicação Social, disse dom Orani João Tempesta, falando no 2º Encontro Nacional de Comunicação da Pascom.
O evento, que aconteceu no subsolo do Santuário de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), teve o objetivo de articular e motivar a Pastoral da Comunicação (Pascom), englobando as novas ferramentas tecnológicas. Dom Orani destacou o desafio de se fazer comunicação na Igreja. “Para nós há uma diferença essencial em se fazer comunicação. O desafio é ter por trás uma pessoa que tenha espiritualidade e fé. A técnica não disfarça isso”, disse.O arcebispo disse que é preciso viver a unidade na pluralidade. “O desafio está na unidade pela pluralidade, trabalharmos juntos sem destruir o outro”, concluiu.
O encontro, iniciado dia 21, prosseguiu até sábado, 24, e reuniu mais de 300 agentes da Pascom., e teve um destaque: a entrega dos prêmios de comunicação da CNBB à noite dia 23.
( da Catolicanet)
O GRANDE DESAFIO DOS NOVOS MOVIMENTOS RELIGIOSOS
È como lembra o padre Inácio José do Vale quando expõe, num artigo para a imprensa, as falas e os números publicados sobre o tema ultimamente e que aqui trazemos para nossos leitores:
“1. Falando a um grupo de Bispos do Brasil, em visita “ad limina apostolorum”, já em 1995, em Roma, o Papa João Paulo II destacava o desafio que as seitas significam hoje para a Igreja na América Latina. Disse ele: “na América Latina deparamo-nos com o grave problema das seitas, que se expandem, como uma mancha de óleo, ameaçando fazer ruir a estrutura de fé de muitas nações…”No documento Redemptoris Missio, n. 50 , está escrito: “Certamente a expansão das seitas constitui uma ameaça para a Igreja Católica…”
2. Afirma o Papa Bento XVI: “Percebe-se, contudo, um certo enfraquecimento da vida cristã no conjunto da sociedade e da própria pertença à Igreja Católica, devido ao secularismo, ao hedonismo, ao indiferentismo e ao proselitismo de numerosos seitas, de religiões animistas e de novas expressões pseudo-religiosas” (Conferência Nacional dos Bispo do Brasil/Pronunciamento do Papa Bento XVI no Brasil. Brasília: Edições CNBB, 2007, p. 63).
3. Nas últimas décadas, vemos com preocupação, por um lado, que numerosas pessoas perdem o sentido transcendental de suas vidas e abandonam as práticas religiosas; e, por outro lado, que significativo número de católicos estão abandonando a Igreja para entrar em outros grupos religiosos “(Documento de Aparecida, nº. 100 f).
4. Segundo o renomado pesquisador Padre Oscar Quevedo, SJ, existem, só no Brasil, mais de 56 mil seitas e religiões (www.clap.org.br).
5. Segundo a revista protestante Eclésia, edição nº. 91, já há um total de 17.000 denominações protestantes na Brasil.
6. Pesquisa realizada pelo Projeto Brasil 2010, movimento multidenominacional que incentiva a implantação de igrejas protestantes, calcula que haja cerca de 150 mil templos evangélicos de todos os tipos no país (Defesa da Fé, Janeiro 2009, p. 51).
7. O Brasil é a maior nação pentecostal do mundo. Para cada padre existem quatro pastores. Nascida há apenas dez anos em Sorocaba, interior de São Paulo, a Igreja Mundial do Poder de Deus já tem mais de 500 templos. Abrindo quase 20 novos templos por semana em todo Brasil (Eclésia, edição 126, p.19).
8. Segundo cálculos apresentados pelo IBGE em seu último censo demográfico, a Doutrina Espírita tem cerca de 20 milhões de adeptos em todo o país, fora outras pessoas que professam o Espiritismo como segunda religião. Houve um crescimento de 40% entre o espaço dos dois últimos censos e, segundo a Federação Espírita Brasileira, estes números transformam o Brasil no maior país espírita do mundo (Revista Espiritismo, edição nº. 8, p.22).
Qual é a nossa resposta diante de tão grande desafio? O Documento de Aparecida responde: “Hoje se faz necessário reabilitar a autêntica apologética que faziam os Pais da Igreja como explicação da fé. Implica, na verdade, a capacidade de dizer o que está em nossas mentes e corações de forma clara e convincente, como disse São Paulo, ‘fazendo a verdade na caridade’ (Ef 4,15)”. (nº. 229).
Como diz o D.A. (Documento de Aparecida, n. 225 d): “O compromisso missionário de toda comunidade. Ela sai ao encontro dos afastados, interessa-se por sua situação, a fim de reencantá-los com a Igreja e convidá-los a retornarem para ela” (DA nº. 225 d).
Milhares de pessoas envolvidas com os Novos Movimentos Religiosos estão oprimidas, deprimidas e escravizadas pelo medo e pela ideologia da teologia da prosperidade. A confusão doutrinária sectária tem feito muitos lares divididos, parentes que perderam a fé e outros destruídos.
Professor Felipe Aquino escreve: “Como dói ver milhões e milhões enganados, abdicando a Luz para viver nas trevas do erro” (Falsas Doutrinas–seitas e religiões, p.120).
Conclui padre Inácio: “Há 20 anos estudo os Novos Movimentos Religiosos e tenho como meta o pensamento do Código de Direito Canônico nº. 1752: “tendo diante dos olhos a SALVAÇÃO DAS ALMAS que, na Igreja, deve ser SEMPRE A LEI SUPREMA”. (das Agências)
* Professor do Instituto de Teologia e Pastoral (ISTEP) e Pároco de Cruz



